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Antes de pegar aquela extraterreste azul em Mass Effect, você:
- entra no inventário e se equipa com uma camisinha venusiana anti-zoonose;
- entra no inventário e se equipa com 3 camisinhas venusianas, já que gonorréia asariana faz cair o pinto;
- camisinha o cacete… vou floodar essa porra!!!;
- acessa o Gamefaqs pra ver como é que faz;
- pede pra sair
— Tilts

Dual Shock: Perfeito!

por Mauricio Carvalho

Responda rápido: qual o erro da frase título deste texto?

Falar mal do Dual Shock é comigo. Inclusive, já falei sobre isso aqui, mas talvez não tenha sido o suficiente…

Né por nada não, mas um controle de mais de 10 anos de idade já não presta. Só o acha bom o pessoal da Geração Playstation, que, desde que comprou um Playstation com Winning Eleven, é só isso que sabem fazer. Mal mal experimentaram outros joysticks, e sempre voltavam para o bom e velho Playstaton.

O Dual Shock podia ser bom lá nos idos de 1995, quando era uma evolução do joystick do Super Nintendo. Mas a partir do Playstation 2, já ficou ultrapassado.

A partir do momento que os jogos 3D viraram padrão (depois do Saturn e Playstation), o joystick analógico ganhou vida, primeiro no Nintendo 64. Logo depois a Sony lançou o joystick analógico pro Playstation, incluindo ai as duas alavancas analógicas. Ela tava certa, tinha que seguir a evolução da indústria. Tanto que até o Saturn teve seu joystick analógico, que saiu junto com NiGHTS.

Porém, aquela época ainda era tempo de transição. Por isso os joysticks, apesar de já possuírem suas alavancas analógicas, davam ênfase aos direcionais digitais, legado vindo da era dos jogos 2D. Percebam que tanto no joystick do Saturn, quanto no do Playstation e do Nintendo 64, o direcional digital ficava na posição de destaque. O analógico era um comando secundário.

Quando o Dreamcast foi lançado, ele já veio com o direcional analógico na posição de destaque, seguindo a evolução. O direcional digital desceu, pra uma posição secundária. Além disso, ele trouxe os gatilhos também analógicos, imprescindíveis hoje para jogos de corrida principalmente.

A Sony, por qualquer motivo que seja, ao lançar o Playstation 2 manteve o mesmo layout do Playstation. A Microsoft e a Nintendo, nos seus novos consoles, seguiram a evolução, levando o direcional analógico pra posição de destauqe e fazendo do digital um controle secundário, uma vez que jogos 3D já eram padrão na indústria. Elas, também, incluíram gatilhos analógicos. Coisa que o Dual Shock 2 ainda não tinha. Ele tava parado no tempo.

Na E3 deste ano foi clara a reação da platéia quando Ken Kutaragi mostrou no “novo” Dual “Shock” 3. Por alguns segundos a platéia pensou se tratar de uma brincadeira. Chegou a se ouvir umas risadinhas, inclusive. “Não, o mesmo joystick de novo não”, devem ter pensado. O fato é esse: o Playstation possui um joystick defasado, de mais de 10 anos, que não possui sequer botões ou gatilhos analógicos e onde o direcional digital ainda é destaque.

Porém, com o Dual “Shock” 3 a Sony resolveu algumas coisas. Os gatilhos entraram (parecem que meio de última hora, mas estão presentes). O direcional digital, porém, continua lá em cima, em destaque, como se fosse um joystick de Mega Drive.

Além disso, os joysticks têm botões demais. As fabricantes deviam fazer uma revisão de design. Mas, como só a Nintendo tem cacife pra arriscar, Microsoft e Sony preferem não mexer muito nesse quesito. Quem sabe, na próxima geração.

E não me venham dizer que os botões de ação (triangulo, quadrado, circulo e cruz) do Dual Shock 2 são analógicos. Eles são, mas são tão inúteis quanto os analógicos do Xbox (A, B, X, Y, Branco e Preto). Do jeito que estão mapeados, é quase impossível pra fisionomia humana ter sensibilidade ao pressionar estes botões.

Ah, quanto a resposta da pergunta que fiz no início do texto, simples: nada é perfeito.

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