Jesus para o apóstolo Pedro:
— Tilts
“Jamais julgueis um game pela demo, como faziam os Fariseus”.
ST#34: E3 2008: Microsoft
por Mauricio Carvalho
Estamos de volta, com a nossa já tradicional cobertura da E3 (Electronic Entertainment Expo). Desta vez fomos um pouco mais além, e discutimos as conferências das maiorais Microsoft, Sony e Nintendo, bem como as apresentações da Capcom, Konami, Activision, Ubisoft e EA.
Nesta primeira parte, opinamos sobre a apresentação da Microsoft: novos jogos, dashboard redesenhada, avatares, modelo novo, queima de estoque, a briga pelos casuais…
Participação: Rodrigo Salsa, Maurício Carvalho
tags: e3 2008, microsoft, xbox 360, xbox 360 dashboard
Guia 3 Red Lights
por Mauricio Carvalho
Depois da Microsoft admitir o problema, perder Peter Moore e lançar algumas revisões de hardware, como andam as coisas? Caso queira comprar um Xbox 360 neste final de ano, como devo proceder pra não ter a ingrata surpresa? Saiba aqui.
Todos nós conhecemos o triste e pior problema do excelente Xbox 360: as 3 luzes vermelhas, ou, carinhosamente, 3RL (de 3 Red Lights). Inclusive já gravamos um episódio quase que inteiro falando desse problema. Eu mesmo, desde sempre, fiz muito terrorismo quanto a isso, pois realmente, era assustador. O problema existia e a Microsoft negava. Onde iríamos parar?
Este ano, (in)felizmente a Microsoft admitiu que sim, tinha mais do que meros 5% de Xbox 360 queimando. E anunciou novo tempo de garantia, além de revisões de hardware. Coincidentemente, Peter Moore saiu da Microsoft e foi morar na EA. Depois, nunca mais se falou do assunto. O problema estaria resolvido?
Bom, como sabem, eu sou um dos caras mais desconfiados no que se diz respeito a 3RL. Não havia jogo que me convencesse a comprar um 360 me arriscando perder meu suado dinheiro. Porém, como poderão ouvir no episódio 26 do Sound Test, eu, finalmente comprei um Xbox 360. Primeiro motivo: Rez. Segundo: o hardware está sim mais confiável.
Portanto, estou escrevendo este texto para esclarecer às pessoas como andam os modelos de Xbox 360 no mercado hoje. Como o fim de ano ta chegando, muita gente aproveita pra se dar presente de Natal, como foi o meu caso. E, como o Xbox 360 é sem dúvida a melhor plataforma de videogame da atualidade (pelo menos no que diz respeito a biblioteca de jogos), é grande o desejo por adquirir um console desses dentre a comunidade gamer nacional. Mas muitos estão perdidos ou com medo. Como confiar?
Hoje existem 3 pacotes de Xbox 360 no mercado americano. O Arcade, o Premium e o Elite. O Arcade, recem-lançado, inclui, basicamente, o console, um Memory Card de 256MB e um controle sem fio. O Premium, que é o modelo padrão e que a maioria das pessoas possui, inclui o console, um HD de 20GB e um controle sem fio. E o Elite, além de vir na cor preta, inclui um HD de 120GB e um controle sem fio. Além disso, mesmo dificil, pode-se ainda encontrar o pacote Core, que acompanha apenas um controle com fio.
Além disso, hoje, podemos dizer que o hardware interno no Xbox 360 (placa-mãe) está na sua 4a versão. Irei apelidá-las de Original, Elite v1, Zephyr e Falcon.
A versão Original é a mais provável de se apresentar o problema das 3RL. É a versão de lançamento e pode ser encontrada em todos os pacotes Core e nos Premium mais antigos. Para saber se o Premium que você está querendo comprar possui ou não esta placa, é só verificar se o console possui saída HDMI. Caso não possua, é sinal de que o console possui esta versão de hardware que causou pesadelos a vários gamers.
A versão Elite v1 foi a versão de lançamento dos modelos Elite. Obviamente, ela pode se encontrada apenas nos modelos Elite mais antigos. Eu diria que esta placa tem uma classificação de perigo mediana. Digo isso pois existem poucos modelos com esta placa, o que diminui a chance de aparecer alguem relatando problemas. A placa possui apenas alguams alterações discretas na distribuição dos componentes além de possuir uma pasta térmica de melhor qualidade na GPU e nas memórias.
A versão Zephyr é a primeira versão que eu diria confiável do hardware do 360. Ela apareceu primeiro nos Elite e depois veio para os Premium e recentemtne, os Arcade. Esta placa possui por padrão saida HDMI. Portanto, para identificar o Premium que possua esta placa Zephyr é só verificar se ele possui saída HDMI. Além da inclusão do HDMI, esta placa, internamente, além da mesma pasta térmica que já vinha nos primeiros Elite, possui também um heatpipe e um dissipador extras, para ajudar na eliminação do calor da GPU. Apesar de ser fácil identifica-la nos Premium, pela presença da saída HDMI, nos Elite a coisa não é tão simples. Pelo fato de todo e qualquer Elite possuir saída HDMI, para identificar se ele possui ou não a placa Zephyr, é preciso dar uma olhada dentro do console. Do lado contrário ao lado do HD, há uma grade de ventilação. Por ela, dá para identificar o heatpipe e o dissipador extra. Colocando contra a luz, perceba se, do lado esquerdo, há um componente da cor prata retangular com um ponto dourado no meio. Se sim, este é o dissipador extra (componete prata) como heatpipe (ponto dourado) extra, confirmando ser a versão Zephyr.
Já a versão Falcon, até hoje, é confirmado de que ela está presente por enquanto apenas nos pacotes limitados Halo 3 do Xbox 360 (Halo 3 LE). Esta versão já inclui a CPU com processo de fabricação de 65nm, que diminui o tamanho, calor e o consumo de energia da CPU. Ela não possui a heatpipe e dissipadores extra.
Bom é isso. É apenas a minha opinião, mas acredito que já dá para comprar sem neura um Xbox 360. Desde a entrada da placa Zephyr que não encontrei um relato confiável sequer de problemas de 3RL nestes modelos. Neste caso, deve-se tomar cuidado, pois é fácil simular o surgimento das 3 luzes vermelhas e postar num fórum.
Agora, vamos resumir pra ficar tudo mais fácil de entender:
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Pacote/Placa-mãe em que pacotes cada placa-mãe aparece |
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| Original | Elite v1 | Zephyr | Falcon | |
| Core |
X |
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| Arcade |
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X |
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| Premium |
X |
|
X |
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| Halo 3 LE |
|
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|
X |
| Elite |
|
X |
X |
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Nível de Confiança |
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| Original |
Baixo |
| Elite v1 |
Médio |
| Zephyr |
Alto |
| Falcon |
Alto |
| Pacote | Identificação |
| Core | Original: todos |
| Arcade | Zephyr: todos |
| Premium | Original: não possuem saída HDMI
Zephyr: posseum saída HDMI |
| Halo 3 LE | Falcon: todos |
| Elite | Elite v1: não possuem dissipador e heatpipe extras (verificar pela grade de ventilação)
Zephyr: possuem dissipador e heatpipe extras (verificar pela grade de ventilação) |
tags: 3RL, microsoft, xbox 360
ST#21: E3 2007: Microsoft
por Mauricio Carvalho
Na primeira parte da nossa cobertura da E3 2007, comentamos a conferência da Microsoft passo a passo.
tags: e3 2007, microsoft, xbox 360
ST#18: Aqueles Quatro Pontinhos Brancos…
por Mauricio Carvalho
Antes de mais nada, gostaria de agradecer o enorme carinho que o Sound Test vem recebendo dos ouvintes. O que começou há um ano como um projeto despretensioso acabou alçando um vôo inimaginado para nós. Muito obrigado!!!
Neste mês de abril, houve mais um encontro de jogatina de videogames em Belo Horizonte, batizado carinhosamente de Playfest pelos participantes. Aproveitando a presença de vários ouvintes do nosso podcast no evento, aproveitamos para gravar mais uma edição. Tinha até um (ex???) dono de Playstation 3! O papo rolou com a participação de várias pessoas, que lembraram de momentos curiosos de suas vidas ligados ao games. Até o R.O.B., a Power Glove e o Activator foram citados… Foi bacana também captar as impressões de quem nunca tinha experimentado a nova geração!
Em tempo: aproveitando a sugestão de um ouvinte, estou postando a lista de jogos analisados ou simplesmente lembrados durante cada Sound Test, no comentário de cada edição, por questão de espaço.
Abraços!
tags: microsoft, nintendo, nintendo wii, playfest, playstation 3, sony, xbox 360
Wii: Entenda sua decepção (e a minha)
por Mauricio Carvalho
Desde o N64 que, basicamente, quem compra plataforma da Nintendo são seus fãs. Claro, existem aqueles que são exceção, mas a grosso modo é isso mesmo. Vou dizer o que muita gente diz e todo mundo sabe: a Nintendo antes de qualquer coisa, é uma empresa, e não um clube ou uma comunidade. Por isso, ela age como uma empresa, ela traça estratégias de mercado pra sobreviver, operar sempre no verde, agradar seus acionistas, etc. É assim que ela garante sua sobrevivência.
Ingênuo é o gamer que acha que o Wii o satisfará sozinho…
O Wii foi feito pensando nos jogadores casuais. E, pra esse propósito, ele é um excelente videogame. Por isso não dá para comparar com o 360 ou o PS3. Fica dificil, por exemplo, comparar a interface do Wii com a do 360. Um casual se perderia facilmente na interface do 360, ou não saberia o que fazer diante dela. Essas questões não querem dizer que a interface de um é melhor ou pior que a do outro. Tudo está relacionado com o propósito. A interface do Wii é perfeita para o propósito que ela tem. E a do 360 é perfeita para o propósito que ela tem.
Eu, como gamer, sei que se eu tiver apenas um Wii em casa, não vou ficar satisfeito. Seria ingenuidade da minha parte. Se eu sou um gamer, devo escolher basicamente entre um 360 e um PS3. O Wii, digamos, seria meu segundo console.
Eu não saberia dizer se o Wii dura até o final da geração ou não. Mas, com certeza, o publico que compra o Wii, os casuais, não vão chegar num ponto que eles irão “enjoar” do Wii e querer um 360/PS3. Sabe por quê? Porque este publico é o público que não joga videogame, que não sabe lidar com um joystick de vários botões e que se sente intimidado diante de uma máquina mais complexa. Isso é fato.
Agora, vejo gamers em fóruns se decepcionando ou criticando radicalmente o Wii e sua simplicidade, “casualidade”. É quase que uma guerra santa. Mas dessa vez não entre nintendistas e sonystas ou seguistas. Mas sim entre hardcore e casuais. Essa é a minha decepção. Ver gamers se achando superiores demais para jogar um simples Wii. E pior, achando essa abertura de mercado que a Nintendo está patrocinando é algo nocivo. Dizem que o propósito do Wii está errado…
Perai, como assim o proposito do Wii ta errado? Não é o jogador que define o proposito do produto, é a empresa. A Nintendo que definiu isto quando ela começou a pensar no projeto. É ela que define o propósito de seu produto, assim como uma empresa de carros define que quer fazer um carro para atender a pessoas que fazem off-road. Ela não faz um carro com aquelas rodas enormes e suspensões ultra-tecnológicas pro carro andar no asfalto, pra mãe levar a criança pra escola todo dia. Esta mãe, por sua vez, não pode reclamar que é dificil achar vaga que caiba o carro, pois o propósito dele não é esse. Se ela quer um carro pro dia a dia, que compre um que tenha esse propósito, que seja economico e compacto. Existem vários no mercado. O propósito do carro de off-road é andar na terra e em ambientes acidentados. Você nao pode chegar e dizer que isso está errado. Não tem nada de errado. Se a pessoa chega e compra uma bicicleta de asfalto e reclama que não dá pra andar com ela na terra, poxa, porque comprou uma bicicleta de andar no asfalto então? No nosso caso, existem produtos para hardcores (360, PS3) e agora, existem produtos pra casuais (Wii). O mérito que dou a Nintendo é isso, ela conseguiu fazer um produto que atingisse o mercado que ninguém da indústria de videogames conseguia atingir (oceano azul).
A teoria do oceano azul não é desculpa da Nintendo pra não ter que concorrer com a Microsoft e Sony. Primeiro que ela não é obrigada a isso. Ela deve investir no mercado do jeito que ela acha melhor, do jeito que ela ache que será melhor pra saúde e sobrevivência da empresa, e não por caprichos ou mimos de fãs. Mas isso também não quer dizer que ela deve ignorar seus fãs, ela deve achar um equilíbrio nisso. Então ela foi mais do que inteligente, pois percebeu que não cabem 3 plataformas disputando um nicho do mercado, fato este que desde a época do Dreamcast é mais que evidente. E então, investiu em outro nicho. E o melhor: pelo menos até agora, obteve êxito tanto com o Nintendo DS, que já é uma aposta com os casuais, quanto com o Wii, que até hoje não consegue parar nas prateleiras. Ela vende TUDO que produz.
Esse tipo de reação, de decepção com o Wii não é isolada. Eu tenho percebido isso em vários gamers que conheço ou que se manifestam em fóruns. E tenho percebido dois principais fatos que os geram a famosa “decepção” com o Wii:
1. Os gamers esperam que o Wii simule movimentos
Na verdade, a Nintendo nunca quis fazer um videogame que simulasse movimentos do jogador na tela. Nada de Nintendo ON, esqueçam aquele vídeo. A Revolução prometida não se trata de alta tecnologia, se trata principalmente de interface. A questão dos sensores de movimento do Wiimote são pra deixar os comandos mais intuitivos. Ao invés de apertar um botão, você faz um movimento. Aí você me pergunta: “Que idiota, pra que isso? Apertar botão é muito mais facil”. Fácil pra gente. A principal barreira entre os videogames e os casuais ou até mesmo aqueles que nunca jogaram, é o joystick. São os botões do joystick. Agora me digam: você está num jogo de tênis, o que acha mais intuitivo para fazer o comando de rebater a bola: apertar um botão ou fazer um movimento de rebatida? Pra um casual, o movimento é uma metáfora muito mais assimilável do que um botão. Um casual compreende e memoriza muito mais fácil um movimento do que apertar um botão. É questão de interface. A lixeira do seu Windows é representada por um desenho de uma lixeira do mundo real não é a toa. É uma metáfora, uma representação que deixa as interfaces mais “amigáveis” pro usuário. Imagina se ao invés do desenho de uma lixeira, fossem códigos hexadecimais mostrando o endereço de memória ou setor do disco rígido onde se encontram os arquivos excluidos? O mesmo vale pro joystick. Se você tem um comando de rebater uma bola num jogo, como você representaria isto para o usuário de forma que a interface entre o usuário e o jogo fique mais “amigável”? Ai eu pergunto: o que o movimento de “apertar de botão” tem a ver com o de “rebater de uma bola” de tênis? Essa é a idéia do Wiimote. Tornar a interface com o usuário mais intuitiva, “amigável”.
2. Os gamers esperam que o Wii, por si só, o satisfaça por completo
Como eu disse no início, o Wii, sozinho, dificilmente vai satisfazer um gamer hardcore. A Nintendo já dizia no início, ela queria que o Wii fosse o segundo videogames de todo gamer. A verdade é essa mesmo. Concordo os gamers reclamam que o Wii chega num ponto que acaba te deixando a ver navios. Sim, isso é fato, mas é fato para nós gamers. Por isso que, para nós, o Wii se encaixa melhor como um segundo videogame. Como primeiro videogame, deve-se escolher entre os tradicionais 360 ou PS3. São eles que vão nos satisfazer com seus FPS, corrida, RPGs e etc.
O que eu acho injusto na maioria dos discurssos que gamers andam fazendo por ai, é comparar o Wii com o 360 ou PS3. O conceito, o propósito, a identidade que o Wii carrega é muito diferente. É muito difícil fazer uma comparação dessas. Chega a ser injusto.
Até mesmo comparar Mario Tennis com WiiTennis, por exemplo, é dificil. Primeiro que o WiiSports tende a ser mais um aperitivo do que o novo console se propõe do que um jogo propriamente dito. WiiSports é superficial, ninguém nega. Mario Tennis é divertido e também é muito intuitivo e fácil de qualquer casual pegar o jeito. Mas, como eu disse, a proposta do Wiimote é sair do paradigma de apertar botões para praticamente toda ação num jogo. Como você rebate uma bola? Apertando um botão. Como você dá um tiro? Apertando um botão. Como você abre uma porta? Apertando um botão. Com o Wiimote isso muda. E, apesar do Mario Tennis ser um jogo bem simples em questão de interface, WiiTennis é ainda mais. Com certeza muito casual que não joga Virtua Tennis por medo, jogaria Mario Tennis. Mas, um número muito maior jogaria WiiSports. Casuais não tem medo apenas do número de botões que eles terão que apertar. Eles têm medo do joystick em si, de ver aquele monte de botão e alavanca os deixa receosos. Mesmo que você insista que ele só precisa apertar um botão no jogo.
A comparação injusta também ocorre quanto a estratégia online do Wii. Tudo depende do propósito. O Xbox 360 já nos supre excepcionalmente com suas funcionalidades online. O Wii supre muito bem, no que ele se propõe entregar, com suas funcionalidades online. O esquema de friend-codes, querendo ou não, é mais apropriado quando a empresa coloca a integridade do usuário (crianças jogando e se comunicando por exemplo) em questão. Sim, o 360 possui também um controle excelente em relação a isso. Mas é algo que, querendo ou não, não é muito intuitivo para casuais ou leigos. A diferença do esquema de friend codes é a simplicidade. Não é todo mundo que tem afinidade com telas de configução, opções, menus, etc. Isso é dificil de nós gamers enxergarmos pois é o tipo de coisa que está praticamente em nosso DNA. Pra gente isso tudo é muito simples. Mas pra MUITA gente, ou todo o oceano azul, não é. Portanto, o esquema de friend codes é um sistema que se encaixa pertfeitamente para o que o Wii (e o DS) se propoe. Ele entrega controle e segurança do mesmo jeito que o sistema do Xbox 360 entrega, porém, mais intuitivo. É dificil falar dessas coisas, pois envolve muito conceito e dá pra discutir por horas.
Vejo também que muita gente se frustra com o Wii, principalmente fãs da Nintendo, pois esperam que a Nintendo entregue um console que faça a mesma coisa que os concorrentes, porém, com as franquias e o nome da Nintendo. Infelizmente, isso não vai acontecer. O conselho que eu daria para estas pessoas seria: abra um pouco sua mente, considere comprar outros videogames, deixe dessa bobeira de só comprar videogame da Nintendo por questão de honra, princípios, herança, promessa, ou seja lá o que for. Esperar que o Wii se torne um “Xbox 360 made by Nintendo” é ilusão. O que um gamer precisa e espera de um videogame, ele encontra facilmente num Xbox 360 ou num Playstation 3. Ou seja, já existem estes produtos no mercado. A Nintendo, vendo isto, resolveu fazer algo que ainda não existia no mercado. Ela quer suprir o buraco que a indústria de videogames, como ela é hoje, não supre.
Só pra deixar claro, caso nao tenha ficado, eu não estou criticando Mario Tennis ou o Xbox 360, pelo contrário. Joguei muito Mario Tennis, me divertia bastante e acho o Xbox 360, particularmente, o videogame que oferece a melhor experiência gamística, de longe, no mercado. Só acho que o Wii e sua simplicidade não devem ser criticados tão duramente assim, e principalmente, não devem ser comparados aos videogames “tradicionais”. A Nintendo fez e está fazendo um excelente trabalho. Está arriscando num novo mercado e, até agora, está tendo êxito. A Nintendo se mostra cada vez mais uma empresa competente no que faz. Não é qualquer uma que consegue isso.
Não somos superiores por sabermos lidar com menus, botões ou zerar Gears of War no hardcore mode. Videogame é o entretenimento do futuro. Não é justo que tal arte fique apenas restrita a um nicho pequeno no mercado. Como diria Morpheus, em Matrix: Liberte sua mente.
tags: gamer brasileiro, microsoft, nintendo, nintendo wii, playstation 3, sony, xbox 360









