Assine o Podcast: RSS Feed | Assine o Blog: RSS Feed

Últimas

A galera do Sound Test está de parabéns por retratar a verdadeira vida no gamer brasileiro e sua dificuldade em entrar e se manter nesse jogo que tem poucas vidas e às vezes sem continue ou saves. — Luiz Augusto

Fim de uma Era: PlayTV sai do ar

por Mauricio Carvalho

Talvez alguns acham que eu esteja exagerando, mas chegamos ao fim de uma Era. A PlayTV encerrou sua programação no dia 07 de Julho de 2008. Uma emissora que nasceu cercada de grande expectativa na comunidade gamer nacional acaba de desaparecer. Estaremos dando um passo para trás?

Continue lendo este texto clicando aqui

tags: , , ,

ST#07: Next Gen, Parte 2

por Mauricio Carvalho

O papo continua. Jogos que viram filmes: o belo, o feio e o ridículo… é possível fazer a transição sem sofrimento? Resident Evil, Street Fighter, Silent Hill, Doom, Final Fantasy, Tomb Raider… e ainda minissérie de Mortal Kombat! Você acredita em história de jogo de luta? Jogo cooperativo, tem futuro? E a EGS Brasil, alguém sabe onde foi parar? Pelo menos a Video Games Live tá garantida…

Participação: Rodrigo Salsa, Maurício Carvalho, Paulo Henrique

 
icon for podpress  Standard Podcast: Play Now | Play in Popup | Download

tags: , , ,

Electronic Games Show 2005, Capítulo 6: The Last Revelation

por Mauricio Carvalho

O Leandro chegou e entramos no carro. Começou então, a partida em tempo real de Need for Speed Underground. Leandro dirigia insanamente no transito já insano de São Paulo. Acho que, no jogo, eu sou mais cauteloso que ele na vida real. Pra distrair, eu ainda soltava uns “Drift More!” e “Keep Passing Cars!”, fazendo referência a OutRun2. Mas não ajudava tanto. Com a pista molhada, tinha horas que eu jurava que o carro não ia parar no sinal, ia sair deslizando cruzamento afora. E não tinha mais nenhum “Continue” pra usar…

Mas por ajuda de um Game Shark, chegamos ilesos. Provavelmente, usaram o truque de invencibilidade e o de pista super aderente.

Ao chegarmos no hotel, após abrir a porta, percebemos que a arrumadeira tinha nos deixado um Rare Item! Um cartão em branco, que provavelmente, abriria todas as portas do hotel! Mais um Achievement completado.

No domingo não fomos à EGS. Era dia de preparar para voltar para casa. Decidimos dar um passeio pela Liberdade, almoçar por lá, dar uma olhada nas lojas de comidas e badulaques orientais. E lá é sempre assim: sempre tem algo de novo e interessante pra ver, mesmo que não seja novo nem interessante. O importante é que é oriental!

Comi o melhor yakisoba da minha vida e passei a tarde inteira procurando água de côco, mas logo percebi que era mais um dos Rare Items. Visitamos lojas de CDs orientais, comida, roupa, action figures, brinquedos, enfeites, eletrônicos…

Enquanto buscávamos um vestido oriental para a esposa do Salsa, rolou uma cutscene muito interessante. Um mágico nos parou no corredor querendo mostrar um de seus truques. E ele era muito bom. Ele vendia kits de mágica e, depois da pequena amostra, da vontade de comprar mesmo. Mas fazer um truque não precisa apenas de saber o truque. A pessoa tem que ter o dom de fazer. Senão não tem graça nenhuma.

Enquanto Salsa olhava os vestidos orientais nas lojas, lembrei da minha vontade de fazer um cosplay do Lan Di. O problema é que Lan Di usa um vestido oriental, deses femininos. Até aí tudo bem, não pe a roupa que vai provar minha masculinidade. O problema é que além de eu nunca ter achado um da cor exata do Lan Di, meu cabelo não dá nem 5% do cabelo do Lan Di.

Passar uma tarde no Liberdade é como passar uma tarde no Japão. Sério. É muito legal. É como estar inserido num cenário de RPG oriental, como Shenmue. Quando achávamos que já tinhamos visto de tudo, eis que nos deparamos, na entrada da estação do metrô, com um grupo de adolescentes em fase de auto-afirmação. Era um grupo que não sei definir de que tribo eram.. emos, clubbers, GLS… Algo assim. Ou tudo isso. Não importa. O impressionante era que tudo aquilo estava inserido no cenário de uma forma tão natural… Haviam homossexuais, idosos, mães, crianças brincando, casais de namorados heterossexuais, eu, Salsa… Todos ali, convivendo em paz, harmonia. Isso era muito legal.

Com destaque para um grupo que estava treinando uma coreografia de uma música a qual não consegui distinguir. Mas era legal demais. Eles se revezavam no treino, cada hora uma dupla dançava. E eram passos de dança que eu nunca tinha visto antes. Uns passos que eram feitos mais com as mãos, uns movimentos bem… orientais. Era um Dance Dance Revolution Live. Dava inclusive pra perceber uns hadoukens dentre os passos de dança. Mereceu inclusive a gravação de uma CG com esta dança.

Gravação essa que encheu a memória da câmera. OK, queríamos registrar mais daquele momento de harmonia da humanidade. Então, teríamos, mais uma vez que encontrar uma Lan House. Essa missão de novo não. Por que será que sempre as missões mais chatas são as que mais se repetem nos jogos?

Procuramos em todo o Liberdade e nenhum lugar pra descarregar o cartão de memória. Então, Salsa decidiu pegar o metrô e ir até uma lan house na rodoviária. Fiquei, portanto, sentado à escada do metrô esprando o Salsa retornar.

Esperi um bocado. Nessa versão do jogo, a ferramenta de avançar o tempo ocioso até o próximo evento não estava implementado. Só em Shenmue II mesmo. Então tive que esperar mesmo. Fiquei um tempo ali observando aquele mundo que, pra mim, só existia em RPGs japoneses. Garotos com cabelo multi-cor, ou com fisionomia ambígua (fato em vilõs de RPG japoneses)…

Resolvi comer um churro. Enquanto comia, sentado, percebi um casal de NPCs japoneses sentado ao meu lado, esperando alguém. Eis que chega uma família, com um idoso dentre eles. Observei e percebi que o idoso só falava em japonês com todos. E quando alguém ia cumprimentá-lo, era todo formal e tradicional. Acho legal isso, esse respeito e disciplina japonês.

Cansei de esperar, o dia já estava escurescendo e liguei pro Salsa. Claro, coitado, mais uma vez, ele deu azar com a lan-house. Então peguei o metrô e fui encontrá-lo na rodoviária. Lá, depois de tomar minha água de côco que finalmente encontrei, zeramos o jogo e assistimos a bela cutscene com nossa volta pra casa.

Foi excelente. Mais um ano se passou, mais uma EGS. Esperamos que isso se repita, todo ano. O mercado precisa disso, de eventos que una todos os nichos do mercado, os gamers, os jornalistas, os empresários. E é ótimo participar disso. O melhor de tudo é que, eventos como este, fazem nossa barra de esperança voltar ao 100%. Durante o ano nos decepcionamos com muitas coisas, muitos fatos que vão tirando energia da nossa barra de esperança. E, caso ela chegue a 0%, tendemos a nos acostumar e entrarmos na inércia da apatia. E a vida vai passando. E o país vai piorando. Prestigie eventos assim. O mercado precisa disso e você também. O que mais nos chama a atenção não é o Xbox 360 ou o Nintendo DS no ano passado. É a oportunidade de viver esta experiência a qual fomos privados durante muito tempo. O mercado não vai mudar de um dia pro outro. É preciso construir a mudança. E esse foi mais um tijolo.

tags: ,

Electronic Games Show 2005, Capítulo 5: Most Wanted

por Mauricio Carvalho

Chegamos à feira e ligamos para o Marcelo para que ele trouxesse a câmera com o microfone dessa vez. E que chegasse cedo!

Enquanto andávamos pela feira, Salsa conversou um pouco com o pessoal da EGM Brasil e, enquanto eu tirava umas screenshots do cenário, eis que surge, num dos corredores, o segundo personagem secreto.

Luciano, ou Oblivion, é um amigo nosso que morou um tempo em Belo Horizonte, mas um tempo atrás, teve que se mudar para Porto Alegre, a trabalho. Quando morava em Belo Horizonte, saíamos muito pra tomar uma cerveja e jogar uma conversa fora. Alem disso, ele possui todos os consoles atuais, e sempre que chegava um jogo novo, ele nos chamava para uma visita em sua casa. Jogávamos um pouco, tomando uma long neck e batendo papo.

Maurício: “Fala Brazão! Como é que tá cara?”
Luciano: “E ai meu! Putz, to morto de ressaca. To precisando dormir um pouco”
Maurício: “É, tô vendo sua barra de energia quase acabando. Vai pra casa cara, dorme um pouco que mais tarde a gente vai fazer um happy hour com todo mundo”
Luciano: “É, vou mesmo. Você tá sozinho aí?”
Maurício: “Não, o Salsa tá ali. Vamos lá.”

Como era sábado, a feira estava bem mais cheia. Mas ainda não houve sinais de slowdown nem queda de framerate. Luciano, Salsa e eu então conversamos um pouco, tiramos algumas screenshots até que Luciano foi embora. Antes, ele nos deixou um item: um vale refrigerante. Acabou que nem usamos, pois na sala de imprensa tínhamos bastante água disponível para nos refrescar.

Tudo parecia tranquilo. Tudo rodando a 60fps constantes. Até que um dos momentos mais emocionantes teve início.

GameTV chegou, e, junto com eles, a Luiza. Ano passado, quando a Luiza estava gravando matéria para o G4 Brasil, as coisas eram tranqüilas. O assédio era mínimo. Ela chegou a lanchar, juntamente com Luciano Amaral, tranqüilamente no meio da praça de alimentação. Talvez porque no ano passado, o G4 Brasil era um programa novo e nem todo mundo conhecia.

Hoje é diferente. Não só existe o G4 Brasil a mais de um ano, mas agora temos o GameTV, e ambos possuem um considerável sucesso na comunidade gamer nacional. Quando a Luiza apareceu no saguão da feira, juntou-se uma multidão em volta dela e de sua equipe. Ela gravou alguns takes em alguns stands e, onde ela ia, uma multidão ia atrás.

Estávamos andando tranqüilamente pelos corredores até que sentimos aquela ligeira queda no framerate da feira.

Maurício: “Alá! Deve ser a Luiza que tá ali”
Salsa: “Heheh vamos lá registrar a tietagem”

A Luiza estava num stand jogando Tekken usando sensores. Uma multidão estava em volta dela. Todos eufóricos querendo uma palavra ou tocar a moça. Salsa filmou algumas cenas e tirou algumas screenshots do cenário. Pouco depois, ela termina de filmar e sai do stand. A multidão a segue.

Salsa: “Vamos!”

Salsa com a câmera foi atrás da multidão. Eu até comecei a segui-lo, mas depois pensei: “Em algum momento, ela irá para a sala de imprensa. Vou ficar lá esperando por isso”. Então peguei outro caminho e cheguei na porta da sala de imprensa. Iria esperá-la ali até que ela entrasse, e depois, entraria junto. Talvez fazer uma entrevista com ela, bater um papo ou coisa assim. Mal cheguei e já avistei a multidão chegando. Sim, a Luiza estava vindo para a sala de imprensa! Seria a hora de poder fazer uma entrevista!

Ela chegou e já foi entrando, deixando a multidão pra fora. Pensei em entrar, mas… Cadê o Salsa? Ele que estava com a câmera, não teria como eu tirar fotos, filmar nem fazer nada sem ela! Tentei ligar pra ele, tentei procurá-lo, mas não encontrei. Fiquei um tempo esperando até que ele apareceu. Então a gente entrou na sala de imprensa.

Ver as coisas lá de dentro, é bem diferente. A multidão grudada no vidro da sala, mostrando cartazes e gritando pela Luiza. Ela, numa sala reservada ao GameTV, conversando com sua equipe e, de vez em quando, acenando para as pessoas lá fora. Vários seguranças foram deslocados para a sala de imprensa por causa desse imprevisto.

Depois de um tempo ela então saiu novamente da sala. Deve ter ido gravar mais uma matéria. A multidão a seguiu, como de costume. Eu e Salsa permanecemos dentro da sala de imprensa. ouvíamos as pessoas gritando por ela, inclusive “gostosa, gostosa”. Nessa hora já começava a ficar constrangido por ela. Ela tinha virado uma celebridade.

Pouco tempo depois ela voltou para a sala de imprensa. Dessa vez a multidão parecia maior, e quase derrubaram a porta. Os polígonos chegaram a deformar, então vários seguranças foram chamados para controlar a multidão. Não foi fácil.

Até que, para surpresa, o chefão final apareceu na sala de imprensa. Um dos organizadores do evento, presidente da Oelli no México, veio alertar a equipe da GameTV que, se a multidão não fosse acalmada, a Luiza deveria se retirar do evento. Discutiram por um tempo até que a Luiza vai até a porta da sala para falar com seus fãs.

Luiza: “Pessoal, por favor, gostaria de falar com vocês”

Demorou até que o pessoal se controlasse.

Luiza: “Gostaria de falar com vocês algumas coisas que serão necessárias para que eu não tenha que deixar a feira. 1o: sem essa de gostosa. Gostaria de mais respeito, não me sinto bem ouvindo isso. 2o: vocês devem se controlar. A organização da feira veio me alertar que, vários stands não gostaram da multidão passando pelos corredores, que isso atrapalha a exposição. 3o. Estou disposta a dar autografo e tirar fotos com todos vocês, mas vocês precisam se organizar. Caso vocês não se acalmarem, eu vou ter que ir embora, ok?”

Bom, surtiu efeito. Em segundos uma fila foi formada, com ajuda dos seguranças. A Luiza então sentou a mesa e deu autografo e tirou foto, um por um. A fila estava enorme.

Nessa hora Marcelo chegou com João Paulo. Eles trouxeram a câmera e o microfone. Não perdi tempo e fui fazer umas entrevistas. Entrevistei uns garotos e garota da fila de autógrafos.

Maurício: “Você já jogou o Xbox 360?”
NPC na fila: “Sim”
Maurício: “E essa fila aqui é pra jogar o que?”
NPC na fila: “Nada, é pra pegar um autografo com a Luiza”
Maurício: “Você vai enfrentar essa fila enorme pra pegar um autografo com a Luiza? Tá cheio de jogo ai pra você ver sem fila!”

Enquanto a Luiza estava atendendo a seus fãs, fui fazer umas entrevistas. Entrevistei algumas pessoas na fila do autógrafo e outras na fila do Xbox360. Foi mais um teste do que algo definitivo, mas gostei muito da experiência.

Durante a parada para autógrafos, a sala de imprensa parecia estar mais tranqüila, a não ser pela fila da Luiza. Pudemos, então usar um dos computadores disponíveis aos jornalistas. Infelizmente, não foi possível descarregar fotos muito menos enviar algumas por e-mail. Os computadores estavam rodando Windows 98 e não reconheciam as câmeras digitais sem a instalação dos drivers. Depois de conversarmos mais um pouco, saímos para dar mais uma volta pelos stands.

Andamos pelos stands, e vimos que havia um mezanino no saguão, onde alguns jornalistas estavam tirando fotos e fazendo umas filmagens de cima. Então decidimos ir lá também. Tiramos algumas fotos, filmamos um pouco e descemos novamente.

Quando estávamos no stand de Prinston Tale, vimos algo curioso. O stand possuía, além de computadores conectados com o jogo rodando, dois gabinetes estilo de fliperama ligados à Internet para cadastro de usuários. Neste momento estava sendo feita uma sessão de exercícios de alongamento liderada por uma fisioterapeuta. A musica tocando no fundo e a fisioterapeuta passando exercícios de alongamento pro pessoal. Um grupo de jovens aproveitou a distração do stand e começou a mexer no gabinete de cadastros. Até que os percebo correndo. Eles tinham conseguido burlar o sistema de segurança do gabinete e acessado a Web normal, saindo da tela de cadastro. Demorou um pouco, mas as moças do stand logo perceberam e deram um jeito de arrumar a bagunça.

Ficamos então sabendo que mais tarde a Futuro iria fazer uma mesa redonda no auditório da feira. Então fomos pra lá. Eu já sabia, mas mesmo assim fiquei decepcionado: as perguntas só falavam de pirataria.

Os gamers que estavam na platéia faziam perguntas do tipo “Emulação é ilegal?”, “Por que pirataria é crime se o preço do original é tão alto?” ou, no máximo “Qual é melhor: Xbox 360 ou Playstation 3?”. Perguntas que não acrescentam nada em nada. Coisas que são irrelevantes.

Maurício: “Salsa, faz uma pergunta aí. Vamos mudar esse assunto. Tô de saco cheio de ouvir esse lenga lenga sobre pirataria”

Até que no final, o Salsa pode fazer uma pergunta. Perguntou sobre a EGS e o impacto dela no mercado nacional.

Depois da mesa redonda já estávamos exaustos de tanto andar. Então decidimos ir embora. A feira também já estava terminando. Ligamos para o amigo do Marcelo para que ele nos buscasse de carro. Pelo menos não teríamos que andar até a estação…

Enquanto esperávamos o Leandro, conversamos um pouco lá fora e, no meio do pessoal, tinha dois garotinhos brincando de espada com os balões que a Microsoft estava distribuindo na feira. Parecia uma luta de Soul Calibur ao vivo. “The legend will never die”

Ir para o Capítulo 6

tags: , , , ,

Electronic Games Show 2005, Capítulo 4: Vice City

por Mauricio Carvalho

No dia seguinte, acordamos teoricamente cedo, pois queríamos ir ao centro de São Paulo dar uma passeada e, quem sabe, fazer umas comprinhas. Acordamos e enquanto nos preparávamos bateram à porta, de novo.

Maurício: “Ah não, chega. Todo mundo vem no nosso quarto heheheh. Quem é agora?”
Jovan: “Acho que é a arrumadeira”

A arrumadeira queria arrumar o quarto. O problema era que nós ainda não tínhamos nem tomado banho. Então agilizamos para que ela voltasse depois de 15 minutos, era o limite dela. Então, quando ela chegou, já estávamos praticamente prontos e saímos.

Salsa e eu descemos no centro e Jovan continuou seguindo para a EGS. Fomos passear pela Santa Ifigênia.

Maurício: “Salsa, vamos tomar um café”

Tava meio com fome. Aliás, tava afim de tomar água de côco. Andamos um pouco, passamos em algumas lojas. Salsa estava interessado em comprar um Nintendo DS, se possível, já com Nintendogs. Olhamos em algumas lojas e os preços estavam muito bons. Portanto, depois de pesquisar, resolvemos almoçar no Habibs.

Depois de recuperarmos nosso life, decidimos então ir comprar o Nintendo DS do Salsa. Achamos um bundle do Nintendogs com um preço muito bom numa loja. Além disso, achamos também Meteos e Wario Touched com ótimos preços numa outra loja.

Engraçado como são as coisas. Em todo lugar que íamos, em cada loja de videogame, se tinha uma TV ligada, estava rodando Need for Speed: Most Wanted. Impressionante. Mesmo na feira, no dia anterior, em quase todos os stands se via Need for Speed: Most Wanted rodando. Seja pra mostrar um mouse novo, um PC novo, um monitor novo ou até mesmo pra chamar atenção para o stand.

Antes de irmos comprar o Nintendo DS, precisávamos descarregar o cartão da câmera digital para poder usá-la hoje novamente na feira. Precisávamos de uma lan house. Então perguntamos a um NPC na rua.

A primeira lan house que fomos, pasmem, não tinha Internet, nem gravador de CD. Ótimo, então perguntamos se conhecia outra por perto.

NPC: “Segue direto, perto da McDonalds tem uma.”

E então seguimos. Chegando lá, subimos uma escadaria meio sinistra. No primeiro andar, era a lan house. Vários computadores ligados e um calor infernal. Não tinha ar condicionado nem ventilador. O balconista era o NPC mais impaciente do cenário.

Salsa: “Preciso descarregar minha câmera e gravar num CD”
Balconista: “Sim claro, temos o gravador de CD e, se quiser, mídia também. Descarregue nos Meus Documentos da sua máquina que gravamos aqui.”

Então sentamos no PC. Ao ligar, vários alertas de vírus.

Salsa: “Aqui, tá dando um monte de alerta de vírus”
Balconista: “Ah, vai dando “continue” ai. Não tem problema”

Não contei, mas acho que demos uns 15 conitnues. A cada Continue, aparecia mais um alerta de vírus.

Salsa: “Tem certeza?”
Balconista: “Sim, pode ir dando continue, jajá termina”

Ok, depois que o antivírus parou de gritar, pudemos então descarregar a câmera. Enquanto descarregávamos a câmera, o Balconista dava uns sermões no seu ajudante, e, ao mesmo tempo, parecia estar dando manutenção num micro logo atrás da gente. Pouco depois chega uma ajudante, que parecia ser filha/neta ou coisa assim do Balconista. Tinha a maior cara de saco cheio e cara de “o que eu to fazendo aqui”.

Depois que terminamos de descarregar as fotos no PC, desconectamos a câmera e pedimos o Balconista para gravar.

Balconista: “Colocou em qual diretório? Porque o Painel de Controle tá aberto? Fecha isso daí! Não era pra entrar aí!”

Salsa olhou pra mim como uma cara de “eu mereço”. Levantou-se e foi até o balcão acompanhar a gravação e eu fui beber uma água, pra acalmar os ânimos. A gravação do CD durou horas. Foi mais demorado que o Loading de Resident Evil: Outbreak. E juntando aquele calor insuportável e a demora, dava pra stressar um pouco. Ofereci um pouco de água pro Salsa pra ver se ele se acalmava um pouco e melhorava do stress do calor.

Terminado de gravar o CD, o Salsa pediu uma caixinha.

Balconista: “Não tem.”
Salsa: “Tem papel?”
Balconista: “Humm. Tem”

É eu também achei que fossem aqueles papéis pra guardar CD. Mas não, a mocinha pegou um rolo de papel-toalha. Sem comentários. E foi assim que saímos de lá, sem comentar nada.

E foi assim que seguimos para a EGS novamente. Com um Nintendo DS, câmera pronta para ação e um CD enrolado no papel-toalha.

Ir para o Capítulo 5

tags: , ,