Sobre os seres humanos:
— Tilts
Aquela extra-terrestre azul de Mass Effect: “Posso dizer que foi um prazer conhecer esses humanos. Homem ou mulher… Pouco importa!”
Solid Snake: “Humm… Me clonaram à imagem e semelhança deles… O que mais eu poderia dizer?”
Ryo Hazuki: “I see…”
Loading: Desde 1995
por Mauricio Carvalho
Depois que a Sony anunciou que o Playstation 3 iria usar o Blu-Ray como mídia principal para distribuição de seus jogos, muito se tem discutido da necessidade disso. Ao optar pelo Blu-ray, ela automaticamente teve que aceitar dois problemas: o gargalo na velocidade de leitura (que toda mídia ótica tem) e preço.
É fato: apesar de usar uma mídia mais atrasada tecnologicamente em relação ao Playstation 3, o Xbox 360 possui uma taxa de transferência de dados ligeiramente maior que o Playstation 3, mas ainda longe do ideal. Quando se fala em videogame, a taxa de transferência do leitor da mídia é muito importante, pois o console está praticamente a toda hora lendo informações dali e copiando para a memória do aparelho. Nessas horas é que a tela chata de loading aparece. E tem sido assim desde meados da década de 90, quando o CD-ROM entrou definitivamente para o mercado de videogames.
Também é fato que, uma mídia maior, sobra mais espaço para conteúdo. Vídeos por exemplo. Quando falam que Metal Gear Solid 4 só é possível no Playstation 3 por causa do Blu-Ray, se pararmos pra pensar bem, pode ser verdade. Por mais que se comprima, parece não caber todo aquele conteúdo num único disco de DVD de dupla camada. Tudo bem, sempre temos a opção de usar mais de um disco. Mas, sinceramente, não é prático nem elegante.
Há os que dizem que o Blu-Ray será a última mídia física desenvolvida. Eu concordo. Mídias físicas estão fadadas a extinção. Eu acredito que, é muito mais vantajoso e revolucionário, desenvolver novas técnicas de compressão de dados ao invés de desenvolver uma nova mídia física.
O impacto que uma nova mídia causa na indústria é bem maior do que uma nova técnica de compressão. Mídias físicas são hardware e técnicas de compressão são software. Um hardware novo demanda muito mais mudanças numa indústria que um software novo. Além disso, a Internet está aí, e com ela tá vindo a distribuição digital. E não há dúvida: a distribuição digital é o futuro, principalmente nos videogames.
Levando em conta ainda o fator “custo” de uma nova mídia física, pronto: a indústria de videogames demanda a evolução também do software. Nas próximas gerações espera-se que não tenhamos uma nova mídia, com capacidade de 500GB mas com o mesmo gargalo de um CD-ROM do século passado: a velocidade de leitura. Esperamos sim que evoluam as técnicas de compressão e, cada vez mais, compramos jogos online.
Daí a gente se pergunta: como, até hoje, nos deparamos com telas de loading? A questão é que, da mesma forma que as mídias óticas estão evoluindo, os processadores e barramentos das placas-mãe também evoluem. E, paralelamente, o software. Jogos mais complexos, demandam mais informação, que demandam mais banda para trafegar nas placas, que demandam maior velocidade na leitura e escrita dos dados. Leitores de mídias óticas são mecânicos e lentos, precisam ir de uma trilha a outra para retirar os dados.
Prova de que isso ainda é um problema: hoje o Playstation 3 (e a partir do final do ano, o Xbox 360 também) usam do artifício de instalar parte dos dados dos jogos no disco rígido para diminuir o tempo de leitura dos dados. Ou seja, está evidente o problema e todos sabem disso.
Observando as tendências atuais, vamos chutar o futuro dos consoles no quesito armazenamento de dados. Não haverá mídias físicas. A transferência de dados, seja saves ou perfis, será toda online (algo que quase já acontece hoje na Xbox Live). Localmente, cada console terá um espaço grande de armazenamento. Mas não em discos rígidos, lentos e pesados como hoje, e sim, em memórias flash (ou SSD, Solid State Drive). Discos rígidos também são mecânicos como leitores de mídias óticas. Precisam se deslocar no disco rígido para ler os dados e se desgastam mais fácil com o tempo. Atualmente, as memórias flash estão começando a substituir estes discos rígidos em alguns aparelhos, como os notebooks e o próprio Nintendo Wii. Elas são mais rápidas, menos frágeis e mais leves. E não são mecânicas. Com o tempo, serão também baratas. O Nintendo Wii possui míseros 512MB de espaço em sua memória flash interna, mas já há notebooks hoje no mercado com de mais de 60GB de espaço de armazenamento num drive SSD.
Os jogos serão distribuídos digitalmente, ou pelo menos, haverá a opção de comprá-los digitalmente, além do disco tradicional. Como as técnias de compressão estarão bem mais avançadas, transferir um jogo completo online não será uma tarefa árdua. E, com um console 100% online e distribuição digital, a pirataria poderá ser controlada bem mais facilmente.
Voltando à nossa realidade, uma coisa é fato: o gargalo da taxa de transferência das mídias dos consoles existe e precisa ser resolvida. Conheço gamers que até simpatizam com slowdowns e pop-ups, mas até hoje não ouvi nenhum dizendo que adora quando chega na tela de loading.
tags: blu-ray, dvd, metal gear solid, nintendo wii, playstation 3, xbox 360
4 Opiniões para “Loading: Desde 1995”
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Sobre no futuro todos os jogos serem distribuidos online(ou pelo menos terem essa opção), sera que finalmente chegaremos a preços justos aqui no brasil?Hoje até temos uma situação melhor, muitos jogos de ps3 consigo achar por 150 reais, mas mesmo assim,com a distribuição digital não tem o custo do importador de trazer nem seu lucro.
Opa, bom texto. Mas quem assina?
Certamente a distribuição online é o caminho, não só para os games, mas também para tv, cinema, música… Nos games, provavelmente, a mudança vai ser mais rápida. Atualmente é muito mais barato comprar um jogo online que na caixa (Bioshock, por exemplo, custa US$ 30,00 via Steam contra R$ 140 na loja, mas com uma bela caixinha de metal…). O problema é saber como os governos vão reagir a isso, afinal, neste modelo de negócio, estamos escapando de vários impostos. E tão breve a coisa tome contornos, cada um vai querer levar o seu…
Concordo em genero, numero e grau com o Islima.
É só uma questao de tempo até a criação de impostos para estes produtos tb.
Acredito que nao seja tão fortemente taxado, mas vai saber.