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Jogos galáticos

Essa semana terminei Super Mario Galaxy. E agora posso dizer que também paguei língua. É simplesmente o Jogo do Ano. Deixe-me explicar…

Paralelamente estou jogando também Mass Effect. Ainda não terminei, mas estou perto de 20h de jogo já, e pelos meus cáluclos, devo estar bem próximo da metade do jogo. Sabe como é, RPGs assim devem ser jogados com carinho, lendo todas as informações (leio a descrição de cada planeta visitado), fazendo todas as quests possíveis, enfim, fazendo o Xbox ler cada trilha do DVD do jogo.

No final do ano passado, eu apostava sem pestanejar que Mass Effect era o jogo do ano. E sim, Mass Effect é um jogaço. O enredo é muito bem desnvolvido no jogo, além de ser extremamente detalhado e complexo. O visual de ponta contribui demais para o desenvolvimento do enredo, dos personagens e da ambientação. Cada personagem possui uma atuação tão bem feita, que as vezes dá pra se esquecer que são personagens geradas por computador, tamanho o envolvimento do jogador com as personagens. A movimentação, tanto labial, quanto corporal, é extremamente bem implementada. A dublagem é perfeita. As expressões facias, idem. Como disse, o jogo é muito rico, tecnicamente falando. Tanto na parte visual, quanto sonora. A trilha sonora é tão bem feita, que você as vezes nem repara que há uma música no fundo. Não são aquelas musicas irritantes que existem em alguns jogos que acabam te desconcentrando de tão irritantes que são.

O polêmico modo de batalha é divertido, principalmente para pessoas como eu que não gostam de batalhas por turno em RPGs. Envolve muita estratégia e é muito frenética ao mesmo tempo, e é essa mistura que incomodou a muitos. Mas eu não cheguei a ver isto como um ponto fraco.

O ponto fraco, na verdade, são as imperfeições técnicas que passaram batidas. Como disse, o jogo é tão rico tecnicamente que, como pode-se esperar, o jogo apresenta algumas falhas. Coisas que já foram ditas por aí como os pop-ups de textura e as quedas de framerate mais constantes do que se imagina. Infelizmente, talvez foi o preço pago pelo grande avanço técnico que o jogo apresenta em contraste com os demais jogos do mercado. E, acredito eu, é isso que define um Jogo do Ano: sua visível distância em qualidade dos demais jogos do mercado. É aquele jogo que se destaca da multidão. E Mass Effect, sem dúvida, tem essa característica.

Ok, mas eu não ia falar de Mario Galaxy? Pois é. Meses atrás eu falei no SOUND TEST que mesmo que Super Mario Galaxy fosse um jogo perfeito, ele dificilmente seria um jogo do ano. Disse aquilo pelo atraso tecnologico do Wii em relação aos outros videogames do mercado. E, acredito, um jogo do ano deveria ser uma coisa tão destacada dos outros jogos do mercado, que a falta de um visual atual poderia afetar nesse sentido. Ledo engano.

Portanto, virei a casaca e paguei língua mesmo. Para mim, o jogo do ano de 2007 é Super Mario Galaxy. Simplesmente pelo fato de que tudo implementado no jogo é feito com quase perfeição. Até mesmo o visual. Não é foto-realistico, até mesmo porque, um Super Mario não deve ser foto-realístico. Mas é bem feito, extremamente polido, liso… A trilha sonora é estupenda, nunca vista antes num jogo de plataforma, nível de super produções como Final Fantasy ou mesmo Mass Effect. De tão perfeita, até quem não está acostumado a reparar nestas coisas (os casuais) repararam. O design das fases é magnífico, tamanha a variedade e excelência na implementação. Ao se jogar Mario Galaxy, durante todo o tempo, você sente estar jogando uma super produção, algo grande, um blockbuster. O controle não é forçado, não cansa, não falha. Resumindo pra não babar demais: o jogo, em todos os aspectos, é muito polido e excelentemente implementado. Infelizmente, se eu fosse citar um defeito, eu estaria inventando algum, ou pegando um pequeno detalhe. E, quando temos que fazer isto, é porque não adianta chorar, estamos tratando mesmo de uma obra prima.

Sugiro, aliás, EXIJO que, quem tiver oportunidade, ou até mesmo quem não tiver a oportunidade, arranje uma e jogue este jogo. Jogue a primeira fase, pegue a primeira estrela, e depois me fale se conseguiu parar. É fantástico. É coisa mesmo de outro mundo. Ou galáxia.

PS: Não posso falar sobre Bioshock. Só joguei a demo (excepcional) mas não pretendo joga-lo por completo: tenho medo.

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