Jesus para o apóstolo Pedro:
— Tilts
“Jamais julgueis um game pela demo, como faziam os Fariseus”.
Electronic Games Show 2005, Capítulo 4: Vice City
por Mauricio Carvalho
No dia seguinte, acordamos teoricamente cedo, pois queríamos ir ao centro de São Paulo dar uma passeada e, quem sabe, fazer umas comprinhas. Acordamos e enquanto nos preparávamos bateram à porta, de novo.
Maurício: “Ah não, chega. Todo mundo vem no nosso quarto heheheh. Quem é agora?”
Jovan: “Acho que é a arrumadeira”
A arrumadeira queria arrumar o quarto. O problema era que nós ainda não tínhamos nem tomado banho. Então agilizamos para que ela voltasse depois de 15 minutos, era o limite dela. Então, quando ela chegou, já estávamos praticamente prontos e saímos.
Salsa e eu descemos no centro e Jovan continuou seguindo para a EGS. Fomos passear pela Santa Ifigênia.
Maurício: “Salsa, vamos tomar um café”
Tava meio com fome. Aliás, tava afim de tomar água de côco. Andamos um pouco, passamos em algumas lojas. Salsa estava interessado em comprar um Nintendo DS, se possível, já com Nintendogs. Olhamos em algumas lojas e os preços estavam muito bons. Portanto, depois de pesquisar, resolvemos almoçar no Habibs.
Depois de recuperarmos nosso life, decidimos então ir comprar o Nintendo DS do Salsa. Achamos um bundle do Nintendogs com um preço muito bom numa loja. Além disso, achamos também Meteos e Wario Touched com ótimos preços numa outra loja.
Engraçado como são as coisas. Em todo lugar que íamos, em cada loja de videogame, se tinha uma TV ligada, estava rodando Need for Speed: Most Wanted. Impressionante. Mesmo na feira, no dia anterior, em quase todos os stands se via Need for Speed: Most Wanted rodando. Seja pra mostrar um mouse novo, um PC novo, um monitor novo ou até mesmo pra chamar atenção para o stand.
Antes de irmos comprar o Nintendo DS, precisávamos descarregar o cartão da câmera digital para poder usá-la hoje novamente na feira. Precisávamos de uma lan house. Então perguntamos a um NPC na rua.
A primeira lan house que fomos, pasmem, não tinha Internet, nem gravador de CD. Ótimo, então perguntamos se conhecia outra por perto.
NPC: “Segue direto, perto da McDonalds tem uma.”
E então seguimos. Chegando lá, subimos uma escadaria meio sinistra. No primeiro andar, era a lan house. Vários computadores ligados e um calor infernal. Não tinha ar condicionado nem ventilador. O balconista era o NPC mais impaciente do cenário.
Salsa: “Preciso descarregar minha câmera e gravar num CD”
Balconista: “Sim claro, temos o gravador de CD e, se quiser, mídia também. Descarregue nos Meus Documentos da sua máquina que gravamos aqui.”
Então sentamos no PC. Ao ligar, vários alertas de vírus.
Salsa: “Aqui, tá dando um monte de alerta de vírus”
Balconista: “Ah, vai dando “continue” ai. Não tem problema”
Não contei, mas acho que demos uns 15 conitnues. A cada Continue, aparecia mais um alerta de vírus.
Salsa: “Tem certeza?”
Balconista: “Sim, pode ir dando continue, jajá termina”
Ok, depois que o antivírus parou de gritar, pudemos então descarregar a câmera. Enquanto descarregávamos a câmera, o Balconista dava uns sermões no seu ajudante, e, ao mesmo tempo, parecia estar dando manutenção num micro logo atrás da gente. Pouco depois chega uma ajudante, que parecia ser filha/neta ou coisa assim do Balconista. Tinha a maior cara de saco cheio e cara de “o que eu to fazendo aqui”.
Depois que terminamos de descarregar as fotos no PC, desconectamos a câmera e pedimos o Balconista para gravar.
Balconista: “Colocou em qual diretório? Porque o Painel de Controle tá aberto? Fecha isso daí! Não era pra entrar aí!”
Salsa olhou pra mim como uma cara de “eu mereço”. Levantou-se e foi até o balcão acompanhar a gravação e eu fui beber uma água, pra acalmar os ânimos. A gravação do CD durou horas. Foi mais demorado que o Loading de Resident Evil: Outbreak. E juntando aquele calor insuportável e a demora, dava pra stressar um pouco. Ofereci um pouco de água pro Salsa pra ver se ele se acalmava um pouco e melhorava do stress do calor.
Terminado de gravar o CD, o Salsa pediu uma caixinha.
Balconista: “Não tem.”
Salsa: “Tem papel?”
Balconista: “Humm. Tem”
É eu também achei que fossem aqueles papéis pra guardar CD. Mas não, a mocinha pegou um rolo de papel-toalha. Sem comentários. E foi assim que saímos de lá, sem comentar nada.
E foi assim que seguimos para a EGS novamente. Com um Nintendo DS, câmera pronta para ação e um CD enrolado no papel-toalha.
tags: egs 2005, egs brasil, nintendo ds
Uma Opinião para “Electronic Games Show 2005, Capítulo 4: Vice City”
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Por isso que mulher não pode participar dessas coisas! Imagina, 3 mulheres arrumar em 15 minutos?????????????