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Electronic Games Show 2005, Capítulo 2: The World Warriors

Chegamos lá, e já reconheci alguns NPCs famosos. Entre eles Gabriel Morato (GameTV) e Bruno Abreu (Outerspace). Precisávamos aguardar para pegarmos nossas credenciais na sala de imprensa. O Jovan pôde entrar antes, pois trabalhava em um dos expositores.

Mesmo antes de entrarmos, fizemos nossas primeiras screenshots, inclusive com uma NPC que estava com um Nintendo DS rosa combinando com a roupa. Muito fashion. E, por falar em fashion, apareceram outros NPCs curiosos, como os Homens de Preto. Ou melhor, os Adolescentes de Preto. Três adolescentes de terno e gravata, com textura preta. Sem falar nos NPCs com penteados anime-style.

Assim que a entrada foi liberada, quase que pontualmente às 10h da manhã, entramos no saguão. Fomos direto para a sala de imprensa, pegar nossos crachás. O loading não demorou muito, e rapidamente já podíamos conhecer os stands.

O primeiro que vistamos foi o da Microsoft, com sua principal atração, o Xbox 360. À primeira vista, o aparelho assustou pelo tamanho: é menor do que esperávamos. E muito bonito mesmo, muito estiloso e sexy. Tiramos várias screenshots dele, de vários ângulos e posições. Depois fomos testar seus jogos.

Peguei logo o Xbox360 que estava desocupado. Estava rodando Kameo: Elements of Power. Assim que peguei o joystick, não quis saber de jogar. Apertei o Guide Button para poder ver a Xbox Guide. Naturalmente, assim que apertei o botão, ela apareceu, deslizando suavemente a partir da esquerda do monitor. Uma das opções então, era de “Back to the Dashboard”. Eu tava louco pra dar uma mexida na estilosa dashboard do Xbox 360. Então acessei-a.

Dei uma vasculhada em toda a nova Dashboard. Muito intuitiva, rápida e gostosa de navegar. Era tudo que eu esperava. Então, saciado da curiosidade pela dashboard, resolvi voltar ao jogo.

Todos os Xbox 360 que foram enviados ao Brasil para a apresentação no stand da Microsoft estavam rodando os jogos a partir do disco rígido. Então, fiquei sem saber como voltar para o jogo. Normalmente, com jogos rodando a partir do drive de DVD, é só selecionar o drive de DVD na dashboard que ele volta ao jogo. Mas com o jogo rodando a partir do disco rígido, essa opção era inútil. Então chamei a booth babe que estava ao meu lado:

Maurício: “Por favor, como eu volto pro jogo?”
Booth Babe: “Hum.. Não sei. Espera um minutinho que vou chamar o rapaz aqui do stand”

Bom, deu pra perceber que não foi nessa geração que a AI das booth babes foi aperfeiçoada. Ela então perguntou a um dos caras que estava trabalhando ali no stand da Microsoft. Ele chegou, pegou o joystick e foi vasculhando a dashboard em busca de alguma opção, assim como eu tinha feito minutos atrás. Nada. Então ele desistiu e fez o que tinha me dado vontade de fazer: desligou e ligou novamente a máquina. Depois da bela e breve vinheta de inicialização do Xbox 360, para minha surpresa, ao invés do console carregar a dashboard, ele carrega algo com o título “Xbox 360 Launcher”. Me senti usando um console destravado. Nesse Launcher pude perceber algo como uma árvore de diretórios contendo alguns itens e, no final, um arquivo com o nome do tipo “Kameo.xbe”. Ele então selecionou o arquivo e o jogo carregou. Foi tudo muito rápido não pude ver mais detalhes. Mas isso me deu uma sensação de “já vi esse filme antes”.

Mas não somente a AI das booth babes estava mal implementada. Num certo momento, chegou um NPC perguntando para a moça qual jogo era “aquele”, apontando para Perfect Dark Zero, um dos jogos mais marketeados pela Microsoft. “Não sei”, respondeu a moça e chamou novamente outro rapaz do stand. “Humm… Não tenho certeza, vou ver pra você”, disse o rapaz, para meu espanto. Peraí, não tem AI nenhuma implementada nesse stand! “Esse ai é o Perfect Dark Zero”, disse eu ao NPC.

Depois, passeando pela feira, nos deparamos com duas Nintendetes no stand da Futuro. Cada uma tinha 2 Nintendo DS amarrados à cintura e estavam jogando Mario Kart DS. Eu e Salsa nos aproximamos para experimentarmos esse lançamento. Depois de uma corridinha single player, resolvemos nos aventurar no modo multiplayer local. As moças não sabiam como configurar um jogo multiplayer, mas não foi problema ensiná-las.

O jogo é muito divertido, bem Mario Kart mesmo. Principalmente jogando em 4 pessoas. E principalmente, sem fio. A não ser pelo fio que ligava o Nintendo DS à cintura das Nintendetes.

Então, no meio de uma das partidas, toca o celular da Nintendete Morena.

Nintendete Morena: “Oi, tudo bem?”

Enquanto ela falava ao celular, eu e Salsa continuávamos concentrados no jogo. A Nintendete Loira já tinha desistido, dizendo não gostar do jogo. Já a Morena se mostrou uma bela gamer enrustida. Se divertia a cada item usado, a cada curva, mesmo chegando em último.

“Ah não, agora não dá. Tô acoplada a dois rapazes aqui!”, disse a Nintendete Morena ao celular. Foi o momento mais divertido da partida.

Resolvemos então mudar de modo de jogo. Um tal de “Baloon alguma coisa”, onde o objetivo era soprar ao microfone do Nintendo DS para encher os balões e pegar os itens no alto do cenário.

“Soprar? Vocês estão de sacanagem, né?”, questionava a Nintendete Morena. Não era de se espantar. Até pra gente, gamer, chega a ser inacreditável como esse tipo de interface funciona perfeitamente. Ao soprar ao microfone, os balões se enchiam. E perfeitamente sincronizados com o nosso sopro, mesmo com o barulho do pavilhão da feira. Quando conseguimos convencê-la a soprar o microfone e ela pôde ver o balãozinho enchendo, ela chegou a dar gritos de alegria. Mais uma gamer convertida…


Mais tarde, esbarramos com a Luiza gravando matéria para o GameTV pelos corredores e fomos ao auditório presenciar o anúncio da segunda edição do JogosBR, um concurso de apoio do Ministério da Cultura ao desenvolvimento de jogos no Brasil. O pronunciamento do ministro da cultura, Gilberto Gil (em vídeo) e de seu representante, chegaram a nos encher de esperança de ver uma indústria decente no Brasil. O apoio do governo é imprescindível para que possamos andar pra frente. E, mais que isso, a parceria e influência que a ABRAGAMES demonstrou em relação ao governo é muito importante. É preciso que o governo trabalhe em conjunto com pessoas competentes e capacitadas, como a equipe da ABRAGAMES.

Foram mostrados também, imagens dos projetos vencedores da edição passada do JogosBR. A maioria nos surpreendeu bastante, apesar de terem sido apresentados apenas por imagens estáticas. Esperamos muito que estes projetos cheguem mesmo a se concretizar em jogos completos e jogáveis.

Chegou então a hora do almoço. Fomos ao Shopping Center Norte, próximo ao saguão. Almoçamos e conversamos sobre o que tínhamos visto até o momento. Comemos um Power Up com Talharim e Baby Beef. A propósito, o Salsa, que provavelmente tá com uma barra de life maior, teve que usar 2 power Ups desse pra dar conta do recado…

Quando voltamos à feira, os portões já tinham sido abertos para o público. O saguão estava bem mais movimentado, com muito mais NPCs na tela. Tiramos várias screenshots, inclusive da bela apresentação no stand do Prinston Tale. Mais cedo, neste mesmo stand, pudemos desfrutar de um saboroso brunch, com suco, água e várias guloseimas.

Ficamos horas passeando pela feira. Certa vez, passamos em frente ao stand da Futuro, onde as Nintendetes estavam, e, quando a Nintendete Morena nos viu, lá do meio da multidão que a cercava, gritou: “Ei!!! olha só! Agora tô jogando com 8 pessoas!”. É bom ver as pessoas felizes jogando videogame.

Foi quando olhamos o relógio: 16:50. Oh não, a reserva do hotel era até as 18h!

Maurício: “Bom, o Marcelo não chegou até agora. Só vamos poder filmar amanhã. Vamos ao banheiro e depois vamos pro hotel.”

Então eu e o Salsa fomos ao banheiro antes de iniciarmos nossa viagem de volta ao hotel. Saindo do banheiro, indo em direção à saída, trombamos com Marcelo, João Paulo e ele: The One.

Marcelinho é o filho do Marcelo. Uma criança de 6 anos que joga videogame desde sempre. Suas primeiras palavras não foram “Papai” ou “Mamãe”, e sim “Sega”. Me lembro, há 5 anos atrás, quando o conheci, ainda de fraldas e engatinhando, como ele ficava admirado ao ver Samba de Amigo rolando na tela. Aos 3 já estava detonando Streets of Rage. Ele é a esperança de nós, bravo gamers brasileiros, de um mercado melhor. Ele é O Escolhido, ele quem vai nos salvar dessa maldição e desse buraco em que nos encontramos.

Percebi que ele cresceu bastante, claro. A ultima vez que o vi, ele ainda estava nas fraldas. Simpático, ainda bateu um papinho com o Salsa, enquanto eu explicava ao Marcelo que estávamos de saída, pois tínhamos que fazer o check-in no hotel. E também nossas barras de life estavam quase no fim, pois estávamos ali desde cedo. Então nos despedimos, esperando voltar mais tarde.

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