Faz tempo que nao escrevia aqui, mas, vocês devem imaginar. Faculdade, trabalho e vida social são dificeis de conciliar. Com blog então, nem se fala…
Mas queria falar de algo que as vezes me chateia. Alias chateia muita gente. 1 ista incomoda muita gente, 2 istas incomodam muito mais. As vezes é legal fazer umas avaliaçãoes das caracteristicas das plataformas, comparar e tentar prever o que vem por ai. Sempre achei o Dual Shock 2 uma peça de museu. É, não sei como um joystick de praticamente 10 anos ainda continua sendo usado. Na minha opinião, foi fruto da correria que a Sega provocou na Sony lá em 1998/99, quando o Dreamcast chegou no mercado. A Sony não teve tempo pra fazer um joystick novo, acabou remendando o atual joystick do Playstation e pronto. Mas, os que eu costumo chamar de “geração Playstation”, ou seja, os que começaram a jogar videogame num Playstation ou os que desde que compraram um Playstation não jogaram outra coisa. Isso os deixa tão acomodados quanto a Sony.
Hoje em dia, muita coisa mudou nos joysticks. Antigamente, tinhamos, basicamente, um direcional e botões de ação. Não precisava de mais do que isso. Na era 8 bits era assim, um direcional e dois botoes de ação. Na geração seguinte, com o aumento da complexidade dos jogos, alguns botoes a mais e, no caso da Nintendo, ainda uns botões no “ombro” do joystick, como diferencial e inovação ergonomica. Dai veio a geração 3D. O jogos agora demandavam um melhor controle dos objetos num ambiente 3D. Não tinhamos apenas 2 dimensões para se preocupar, mas sim 3. Era necessária a adaptação dos joysticks, pois principalmente os direcionais em cruz, padrões na época, não davam conta do recado mais. Então a Sega lançou, junto com Nights, um joystick 3D, que possuia um direcional analógico, logo acima do direcional digital. Era um trabolho de joystick, mas era o primeiro dos que se seguiriam.
O direcional analógico, além de dar uma melhor movimentação dos objetos em ambientes 3D, como o nome diz, ele é analógico. Ou seja, possui vários níveis de sensibilidade. Conforme era o movimento feito com ele, o objeto na tela agiria simulando determinada velocidade/força, proporcionalmente. Junto com a era 3D, estava chegando a era dos joysticks analógicos. Prova de que realmetne era tendência, é a primeira versão do Dual Shock e o joystick do Nintendo 64. O Dual Shock veio com dois direcional analógicos (além da vibração embutida), enquanto o joystick do N64 vinha com um direcional analógico. O Dual Shock inclusive até adiantou um passo, incluindo ai um segundo direcional analógico (coisa que viraria padrão na geração seguinte).
Porém, todos esses joysticks analógicos de primeira geração ainda mostravam que estavam numa fase de transição. Geralmente, os direcionais analógicos se apresentavam como uma funcionalidade secundária dos joysticks, usada apenas em alguns jogos ou momentos de um jogo. O destaque ainda era o direcional digital, em cruz.
Mas então, eis que, junto com o Dreamcast, A Sega inaugura a segunda geração de joysticks analógicos. O joystick do Dreamcast era muito semelhante ao lançado anteriormente no Saturn. Porém, algumas diferenças: o novo contexto do direcional analógico, e os gatilhos analógicos. No caso do direcional analógico, dessa vez, ele já não se mostrava tão secundário. Ele tomou a posição de destaque do direcional digital no lay out do joystick. Agora, ele estava ali, no alto, à esquerda. No mesmo lugar onde o direcional digital esteve a tantos anos. Abaixo dele, como um direcional complementar, vinha o velho digital em cruz. E realmente, o direcional digital parecia fadado a menus, seleções e em jogos com jogabilidade puramente 2D. Na grande maioria dos jogos, era o direcional analógico que entrava em cena.
Compelementando, tinhamos agora os primeiros botões analógicos, sensíveis a pressão. Eram os gatilhos que ficavam na parte de trás do joystick, no lugar dos velhos L e R introduzidos pela Nintendo em 1991, no Super Nintendo. Estes gatilhos davam a possibilidade de controlarmos a intensidade de algum movimento no jogo. A variação da pressão dada nos gatilhos (aperta-los pouco ou muito) era interpretada proporcionalmente pelo jogo. Mostraram-se bastante úteis principalemtne em jogos de corrida, onde o controle da intensidade da aceleração/freio do carro dava uma maior complexidade e sensação de simulação. Porém, foi muito bem utilizado também em outros tipos de jogos, como de esporte, servindo como controles de ajuste fino da mira em lances livres no basquete, ou força de passes no futebol americano.
Ao lançar o Playstation 2, por alguma razão, a Sony manteve os velhos Dual Shock. Apenas incrementou funcionalidades analógicas em todos os botões do joystick, e renomeando-o para Dual Shock 2. Porém, o lay out continuou o mesmo, com o direcional digital em seu antigo lugar de destaque e botões de ombro L e R “pseudo” analógicos.
Microsoft e Nintendo chegaram e mostraram que controles analógicos já eram padrão. A Microsoft veio com um modelo bastante semelhante ao do Dreamcast, com gatilhos analógicos, direcional analógico em destaque, e ainda trouxe outro direcional analógico, do lado direito, geralmente usado para controle de câmera. A Nintendo, o mesmo. Porém, ela ousou fazer do direcional digital menos importante ainda. Ele veio pequeno e numa posição completamente diferente da mais confortável pra se jogar um jogo. É só experimentar: não é nada ergonomico jogar qualquer jogo no GameCube usando apenas o direcional digital. Em 90% do tempo vc vai usar o analógico mesmo. O mesmo para o Xbox, que manteve o direcional analógico no lugar de destaque e não deu muita atenção ao direcional digital, provavelmente presumindo que ninguém ia utilizá-lo num jogo. Em ambos, o uso do direcional analógico ganhou destaque, e os gatilhos analógicos se tornaram padrões…
…ao contrário do Dual Shock. Ele manteve o design e layout da geração anterior. Seu direcional digital ainda está em posição de destaque. Não possui gatilhos analógicos, apesar de afirmarem que os L e R fossem analógicos. Porém eles nao nos dá a mesma sensação de controle de intensidade que os gatilhos analógicos dão. É por isso que os chamei de “pseudo” analógicos.
A primeira geração foi a dos botões de ação, demandada pelo aumento da complexidade dos jogos. A segunda, foi a geração dos joysticks analógicos, com direcionais e gatilhos, demandada pela necessidade de maior controle de objetos num espaço 3D. Agora vemos a terceira geração chegando: a dos joysticks sem fio. Essa deve ser a próxima funcionalidade que deverá se tornar padrão dos joysticks. A Nintendo já se adiantou com o Wavebird, mostrando o que se esperar dessa nova geração. O Wavebird foi o primeiro joystick sem fio de uma 1st party. Foi o primeiro que deu certo. A elminiação de fios é uma comodidade trazida pela indústria da tecnologia. É uma era que não so atinge os videogames, mas todo o mundo tecnologico. Além disso, podemos inclusive esperar algo mais agressivo por parte da Nintendo, quem sabe o início da quarta geração de joysticks, que, sinceramente, não tenho nem idéia do que esperar…





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